[Segunda-feira, Abril 28, 2008]
E com vocês, Igor de cabelo espetado!!!

por RAPHAELA PIMENTEL * 09:23
[Terça-feira, Abril 22, 2008]
Meu pai, meu herói
Notei que a fase de “não quero ir pra escola” está passando. Acho que o Judô tem uma contribuição nisso. E depois que ele assistiu ao musical Pi*nóquio quando viu o boneco de orelha de burro porque não freqüentava a escola, parou com a ladainha matinal. Ufa!
Agora estreou um corte novo de cabelo. Pediu pra ficar igual ao cabelo de Sky. Para quem não conhece, trata-se do Power Ran*ger azul. Tive que comprar gel e agora é um tal de pentear cabelo e passar o danado do gel... tá se achando. Apesar de ter ficado com pena dos cachinhos, o cabelo curtinho ficou muito legal. Até parece um rapazinho.
O feriado foi bacana e aproveitamos pra curtir a cidade. Rolou churrascaria com amigos, teatro, livraria, pizzaria, shopping. Tudo bem esvaziado, do jeito que eu gosto. Guga trabalhou muito esses dias, mas ontem deu pra pegar uma piscininha e dar uma volta pelo Recife com a gente. Fez um dia daqueles de céu azul, azul.
E por falar em Guga, Igor entrou na fase “meu pai, meu herói”. Em todas as brincadeiras ele quer que o pai ganhe. Tipo na piscina, a brincadeira era jogar um brinquedo pra ver quem apanhava primeiro (eu ou Gu). Mas sabe aquela coisa tendenciosa, que sempre jogava o danado do boneco pro lado do pai e ainda gritava “Ali, pai!”??? Pois é... O mesmo exemplo em tantas outras brincadeiras.
E eu fico babando com a amizade dos dois, a cumplicidade, o amor que um tem pelo outro. Guga é sem dúvida o ídolo dele. Disse que quando crescer vai trabalhar no jornal tal e na rádio tal, “igual ao meu pai”. Quando brinca de pai e filho, fala como se fosse o Gu, com os mesmos trejeitos, as mesmas frases. É muito bonito ver esse amor crescer assim. Oh coisa boa que é viver em família...
por RAPHAELA PIMENTEL * 11:57
[Segunda-feira, Abril 14, 2008]
Judô!
Para ajudar no combate à manha resolvemos dar uma disciplinada básica no pequeno. Igor começou essa semana a praticar Judô. É na escola, duas vezes na semana, trinta minutos depois da aula. Agora é um tal de “matê” (legenda: combate) e “cumprimenta” (legenda: baixar tronco e cabeça) em casa... Fico olhando aquele cotoco de gente, perdido dentro do quimono, concentrado de joelhos no tatame e esperando sua vez no combate.
As impressões dele foram as melhores. O professor fala grosso e chama pro “pau”. Ele vai e fica pulando no tatame, todo feliz. Tem rasteira e pisada no pé, mas ele leva na boa. É bom que o professor bota moral. Assim ele vai se acostumando que nem todo muito é besta e fala manso feito a gente, os pais. Bom para aprender a se defender, a ter disciplina, a respeitar a vez do outro, a lutar pelo o que quer. Vai ser uma experiência positiva, com certeza. Enquanto isso, em casa, eu que ando aprendendo a derrubar Guga. É porque o pequeno agora quer ver o pau comer no centro, quer ser o “juiz” da luta. Diz que é o tio Lula lá do Judô e que a gente tem que lutar. E haja pau.
De resto, vovó Irene e a bisa Lia chegaram do Agreste e vão passar uns tempos no Recife. Vão ficar no nosso apê antigo. Ontem Igor passou a tarde lá e foi uma festa. Tomou banho na casa da amiga Thaís, almoçou, bateu bola no corredor. Tava com saudades da moradia antiga, assim como a gente. Saí do trabalho e fui direto pra lá conversar e tomar o café com bolacha mais gostoso da cidade. Bom demais ter dona Irene juntinho.
Legal também ver que ele está muito bem adaptado à casa nova. Assim que acabou o dia e eu disse “vamos pra casa”, ele prontamente deu um beijo na avó e seguiu. Até pensei que ele fosse querer ficar ou dizer que a casa dele era ali. Mas avisou para a avó que ela morava na casa velha e ele na casa nova ahahahahahahah!
Nem falei aqui, mas nesse primeiro semestre os dois irmãos do Guga foram embora para Brasília com as famílias. Propostas de trabalho irrecusáveis. Vão passar uns tempos lá. Guga sofreu, eu sofri e Igor sofre até hoje, sentindo a falta da convivência com os primos Dante, Luis, Pedro e João. Estamos roxos de saudades... mas o tempo há de passar depressa. Nas férias de julho vamos bater lá, com certeza.
por RAPHAELA PIMENTEL * 08:25
[Terça-feira, Abril 08, 2008]
Como tirar uma mãe do sério!
Apensar de toda a independência que vem com os 4 anos de idade, muito do comportamento do pequeno tem me dado nos nervos!!! Bom demais que ele vá ao banheiro sozinho, beba água, fale tudo, calce os sapatos, troque roupa, durma sozinho e coisas assim. Mas tem horas que é punk-rock-hardcore. Tipo, a resenha na hora de tomar banho. É uma ralação pra quem está na coordenação. E haja conversa, brinquedo... Domingo ele teve a cara de pau de dizer que não estava escutando eu falar. Posso com isso?
Pra dormir à noite, muitas vezes os vizinhos ficam ouvindo “Papai, cadê você? Mamãe tá mandando eu dormir. Eu te amo papai!”. É um drama desse que ele faz da janela do quarto. Ontem mesmo, eu chamando para fazer a tarefinha da escola, e ele na terceira fase do jogo do Scooby-doo, gritou um “o que é” enfurecido. Não prestou, claro. Chamei na grande e disse que dá próxima vez que responder assim vou colocar pimenta na língua dele. Na hora respondeu em tom amável “o que é, mamãe” porque de besta Igor não tem nada!
Outro dia, para atender os desejos do pequeno, fiz salgadinho de queijo. Ele, todo serelepe, pulando na cozinha e perguntando de 5 em 5 segundos se o salgadinho tinha ficado pronto. Na hora em que tirei o tabuleiro do forno ele ficou louco querendo comer o salgadinho, choramingando. E eu explicando, “Igor, tá quente. Vai dar dor de barriga em você, meu filho. Vai queimar a sua mãozinha”. E ele querendo pegar o prato de salgadinho quente. Psicologia de choque de uma mãe num dia sem muita paciência: deixei ele pegar o salgadinho. Chorou porque estava quente. Claro que não tão quente assim, também não sou descontrol freak. Morri de pena e de peso na consciência, mas as vezes essas crianças tiram a gente do sério!
por RAPHAELA PIMENTEL * 11:36