Igor Aguaçã



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Lilypie 3rd Birthday Ticker

[Terça-feira, Outubro 30, 2007]

Filho é curtição

Basta um tempinho sem postar e os assuntos legais se acumulam. É que quando chega o final de semana é um corre-corre. No sábado retrasado encontramos Ju, Gutão e Ro, nossos primeiros (e queridíssimos) amigos virtuais, aqui em Recife. Foi um quase-que-não-dava, mas deu, e foi ótimo! Um encontro na praia, em pleno sábado, com os meninos fazendo a maior farofada. E no Natal tem mais, né Ju??? Pra gente comemorar o aniver de Igor, com o Gutão ajudando a apagar a velinha de quatro anos.

Nesses últimos dias também teve Hallow*een da escolinha de inglês, com Igor fantasiado de vampiro. Um show de horrores!!! Cada bruxa que dava vontade de matar de acocho. Também teve lava-jato do papai, que ganhou um ajudante mirim na tarefa de limpar nosso carango, passeio na casa dos avós, corridas de bike, encontro com amigos no parque.

Eu fico pensando na quantidade de programa que a gente inventa pra entreter esses pequenos... será que nós super-estimulamos nosso filho?? Acho que a diferença da gente pra ele é o tal do apartamento, é a violência nas ruas, é a vida urbana. Daí que quando temos tempo, partimos com tudo para proporcionar aos pequenos de hoje o que a gente tinha de sobra no passado, a liberdade, as horas ocupadas com qualquer brincadeira na rua. Quando que hoje isso é possível?

Sem falar que é um prazer enorme pra gente vê-los desbravando algum lugar, aproveitando um programa legal. Não é só uma questão de estar-cumprindo-a-função-de-pai-e-mãe. Filho é curtição. Ontem mesmo, em plena segunda-feira com o pai de folga, os dois aprontaram horrores. Lavaram o corredor do prédio, jogaram futebol, contaram historinhas, fizeram panelada de pipoca, foram andar de bike no parque. Só sei que cheguei em casa depois da natação (sim, tomei vergonha na cara e voltei a nadar), morta de saudade, encontrei os dois largados no sofá. Guga com aquela serenidade de sempre, cansado e feliz por ter lambido a cria o dia inteiro. Igor dormindo agarrado no travesseirinho dele, com a mão pequena no ombro do pai, como quem não quisesse desgrudar. Vencido pelo cansaço, com carinha de feliz, dormiu soninho gostoso e só acordou hoje cedo pra começar tudo de novo. Graças a Deus.


por RAPHAELA PIMENTEL * 11:29

[Terça-feira, Outubro 16, 2007]

Fora de controle

O que fazer quando a criança:
1. Só fala do seu time de futebol. No caso, o Santa Cruz Futebol Clube
2. Passa tempo escutando pancadão da torcida organizada Inferno Coral. Agora imaginem o linguajar utilizado por essa galera...
3. Não quer tirar as roupas que trazem o símbolo do tricolor pernambucano
4. Ama jogar botão e bater bola no corredor do prédio
5. Não perde nenhum jogo na sede do clube, o Arruda
6. Chora porque o astro do time, o ex-atacante Marcelo Ramos, deixou o clube
7. Diz “é fraco” para as pessoas que transitam com camisas de outros times pernambucanos em supermercados e outros locais públicos
8. Solta palavrão aos três anos quando se junta com os primos (na muvuca) assistindo uma partida de futebol no campo.

Socorro!


por RAPHAELA PIMENTEL * 17:40

[Quinta-feira, Outubro 11, 2007]

Sobre festa, passeio, origem

Adoro pensar em festinhas de aniversário. Igor também está numa fase que não pode ver bolo de café aqui em casa que quer botar vela e cantar parabéns e só fala que a festa de aniver dele vai ser do Scooby-Doo. É muita novela mesmo... E haja grana porque por mais que você planeje uma besteirinha, acaba escoando mais do que previsto no orçamento. Vamos ver como vai ser... Já decidi que os docinhos vou fazer em casa, tipo a versão simples de festinha como brigadeiro, bem-casado, queijadinha, uvinha recheada e beijo de côco. Uma panelada de sururu de côco é de lei! O resto a gente usa a praticidade e faz as encomendas.

Tenho ido a festas naqueles buffets prontos e cheguei à conclusão que brinquedão não faz a cabeça de Igor. Por incrível que pareça, o pequeno se amarra em recreação com brincadeiras de criança, competição. O que ele mais curte nessas casas de festa é a tal da boate porque ele acha o máximo dançar. Pela lista que fiz, a festa de Igor não pode faltar: recreadores, trilha sonora de pancadão (uau!) e quebra-panela. Resolvido.

De resto, nos sentimos típicos turistas no final de semana passado. Domingo passeamos pelo rio Capibaribe, de catamarã, e foi nota dez! Igor adorou a perspectiva de cidade pela água, passou por debaixo das pontes, viu o mangue, as esculturas de Brennand, o Recife Antigo, o casamento das ruas do Sol e da Aurora, o casario dos chiques e famosos na época do descobrimento do país. Ouvimos as histórias de Maurício de Nassau e do dia em que o boi voou pelo rio. Tão bonito esse passeio... e a trilha sonora maravilhosa que nos acompanhou por todo o trajeto. Até Igor cantarolou músicas de Lenine, que ele adora! Detalhe: ele já deu nome às músicas do artista por conta própria: “A ponte”, “A lua me chama” e “Leão forte de Casa Forte”. Figura!

Bom que ele tenha essas referências, e que goste e ache bonita a cidade onde mora. Faço questão de mostrar a nossa cultura e a história da região. Começamos essas explorações com ele que agora, aos quase quatro aninhos, já tem discernimento e pode absorver melhor o que vivencia. Vamos aos poucos apresentando a cultura popular. E a origem dele próprio que tem toda uma árvore genealógica entre a zona da Mata e o agreste pernambucano, com uma família composta por branco, caboclo e negro. Ele vai se orgulhar da terra e da sua gente, tenho certeza.

Contemplando...


Meus amores


Linda a nossa cidade


Parque das esculturas do Brennand


Que olhar...



por RAPHAELA PIMENTEL * 14:31

[Segunda-feira, Outubro 01, 2007]

Brincadeira

Tirando uma tosse e um ouvido inflamado, anda tudo bem com o Igor. Agora o pequeno aprendeu a arte da chantagem. Quando quer alguma coisa, fica de joelhos, bota as mãos juntinhas e diz “eu prometo, mainha”. Mas promete o quê, filho? E ele só diz que promete, mas não completa a promessa com nada. Tudo para abrir a grade de casa e seguir livre para o corredor do prédio. Aliás, o corredor de casa é a maior concentração de gente miúda por metro quadrado. Quando chego do trabalho tem uns seis meninos brincando. O menor é Igor. Jogam bola, desenham, brincam de bonecos. O micro-apê vira uma zona e o quarto de Igor é praticamente uma maré de cacareco. Boto ordem e eles só saem quando tudo está em seu devido lugar. Quando ouço, sai um choramingando porque o outro não deixou brincar. Isso acontece que é uma beleza... principalmente com Igor que é o mascote. Nas brincadeiras de pega-macaco e outras mais difíceis eles avisam logo que Igor é “café-com-leite”. Antes ele ficava todo orgulhoso e corria pra me avisar que era “café-com-leite”. Mas agora que já sabe o significado, fica arretado e vai logo dizendo que “não é não!” A vantagem de ser o menor é quando inventam de brincar de “gato-mia”. Ele se esconde, mia baixinho e ninguém acha o danado.

Hoje a brincadeira preferida de Igor é o tal do jogo de botão. Compramos um tabuleiro/campo pra ele jogar. Arruma os times que dá gosto! É claro que o Santa Cruz sempre vence as partidas. Pai e filho se perdem no tempo, sentados no chão e concentrados. Bom é ouvir comentários de dribles e bolas fora. “Deeeeeeeeeefendeu o goleiro!”, diz imitando os narradores de futebol.

E se eu fosse relatar aqui o quanto Igor brinca, renderia uns mil posts. Nunca vi brincar tanto. Quando chega à noite, morto de sono, ainda tem forças para pedir “deixa eu brincar só mais um pouquinho”. É muita disposição, energia. Bom que seja assim. Eu era assim. Só que mais para moleca de rua. Perdia o tempo andando de bicicleta pelas ruas de barro (quando chovia e fazia poça era uma festa!), ensaiando quadrilha de São João, tentando ver E.T da cobertura do prédio com os colegas à noite, matando lesma no jardim dos vizinhos, fechando a rua pra brincar de queimado, tomando banho de mar à noite, brincando de elástico. Eu era daquelas que precisava ficar duas horas de molho no chuveiro pra tirar o grude do pescoço porque eu subia para casa podre! Já Guga era aquela criança bacana, concentrada, que passava horas arrumando seu jogo de botão (colocava até o hino do Brasil antes de começar as partidas), seus bonecos e carrinhos. O negócio dele era jogar bola. Era o sonho de toda mãe, um menininho dócil e bonzinho.

Acho que Igor é uma mistura da maloqueiragem da mãe com a candura do pai. Saiu um garotinho esperto, divertido e feliz.

E para completar a brincadeira, ganhou da avó e do pai uma bicicleta muito bacana da Calo*i. O tema da bike é Hotwheels, toda modernosa, cheia de pra-que-isso. Guga ainda colocou um retrovisor, uma buzina em formato de bola, um porta água. Amanhã vai comprar os equipamentos de segurança. Nem preciso dizer que Igor ficou muito contente com o presente do Dia das C*rianças antecipado. E o pai mais ainda! Agora estão os dois brincando com os bonecos na cama, antes de apagar as luzes da casa. Só estou ouvindo aqui “você não é páreo para mim. Iah!!!” Brincadeiras de menino, claro.

Voltando à bicicleta, está guardada no quarto de Igor. Vai dormir lá hoje, coladinha à cama. O pirralho fez questão.

Fotos:
Simone, a fiel escudeira da nossa casa desde que Igor nasceu


Bom é comer brigadeiro de colher!


por RAPHAELA PIMENTEL * 21:10

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