[Quinta-feira, Outubro 26, 2006]
Lugar de criança é na escola
Ao final da terceira unidade da escola, os pais aqui são só orgulho. Lá fui eu participar da reunião trimestral pra ouvir a proposta pedagógica pro ano que vem e saber do rendimento do filhote nos últimos três meses. É muito bacana a oportunidade de participar de palestras e reuniões como essa, em que sempre são abordados temas interessantes. Ano que vem a escola vai intensificar a questão do meio ambiente. No Infantil I, a turminha que Igor vai estudar, a proposta é focar nas flores e nos frutos. Na reta final de 2006 o enfoque foi nos animais, suas cores, o que eles comem. Vai até haver uma exposição das pesquisas que eles fizeram e fotos de passeios que os pais tiveram que fazer pra mostrar ao vivo a fauna local. A Tia Lu disse que Igor fissurou no jacaré. Ele diz que é o próprio jacaré, que tem bocão e tudo mais. Muito bonitinho.
Bom, além de receber o material desenvolvido em sala de aula e ouvir a tia falar em como evoluiu o pequeno, há a aproximação dos pais. Daí que finalmente conheci a mãe de Júlia e de Maria Beatriz, o pai de Pedrinho, a mãe de Vinícius. Todos os amiguinhos que ele fala pra caramba em casa com o maior carinho. A gente combinou, inclusive, de fazer um mailing básico pra trocar informações ou bater um papo. Também combinamos que a turma não vai se separar no Infantil I.
Saí da escola e voltei pra casa caminhando feliz da vida. Sabe peito estufado, consciência tranqüila de que a escolha da escola foi super-acertada. Lá me sinto em casa, tenho acesso a professores, coordenação pedagógica e cultural. Posso ligar qualquer hora que as pessoas me atendem bem, sugiro atividades e todo mundo conhece Igor.
Quando cheguei em casa, ele ainda estava acordado na companhia de duas amigas e assim que viu a pasta com as atividades, sentou no chão pra explicar. Falou das formas que aprendeu e reconheceu círculo, quadrado e triângulo, sem a gente dar qualquer pista. Falou das vogais a, e, i. Explicou o i de Igor e o e de elefante. Mostrou as cores. Falou que a sereia que ele fez a dobradura da cauda tem o nome de Iara, igual a tia Iara que toca no Maracatu. Detalhe, tia Iara é minha comadre que realmente toca no Maracatu e que agora, no imaginário do pequeno, também é uma sereia. Liguei pra ela na hora pra contar o link iara-sereia-maracatu. Ela em pleno bairro de Santa Tereza, no Rio de Janeiro, tomando um chope, encheu mais a bola dessa mãe besta aqui.
Muito lindo, filho... Sua mãe é só orgulho.
por RAPHAELA PIMENTEL * 22:04
[Sexta-feira, Outubro 20, 2006]
Lá vem chegando os 3 aninhos
Sabe quando o pai vira herói??? Pois essa é a nova fase da vida do Igor. Todas as brincadeiras de luta na cama, o futebol no corredor do prédio, as corridas de carro pelas paredes da casa. Até fazer xixi no banheiro tem que ser com o papai porque a mamãe não tem loloca. Eu posso com isso??? Mamãe é pra dormir, dar leitinho, quando se machuca. Fui recolhida. Mas não desisto. A gente tem os nossos momentos de bagunça, danças, filminhos e desenhos. Só que agora papai tem sido um super-companheiro. Eles estão numa fase muito gostosa e afinada. Eu simplesmente adoro vê-los assim. O Gu então está no céu porque a idolatria, mais do que nunca, é bilateral.
De resto, tudo em ordem. Finalmente melhorei da sinusite e continuo no tratamento a base de antibiótico. Nossa, que alívio! Pra agüentar a ralação no trabalho nesses últimos dias, tinha que tomar bomba pra segurar o corpo.
Na última quarta-feira, fomos comemorar nosso aniversário de casamento. A gente morou 1 ano e meio junto antes de casar no cartório. Tipo trainee básico. Quando sacamos que queríamos ficar juntos mesmo, casamos de papel passado. Nessa conversa, são 9 anos de estrada. Pra reviver o passado e jurar votos de amor eterno, saímos pra jantar num restaurante maravilhoso, de clima aconchegante, boa comida e carta de vinho de muito bom gosto. Fazia tempo que a gente não curtia assim uma noite a dois. Ai, ai...
Agora vem vindo o final de semana e eu não vou trabalhar. Gu deve tá escalado pro domingo, fazer o quê. Mas acho que vai dar pra ir à praia. Igor precisa tomar o solzinho das 7h, receber o iodo do mar e colocar o catarro pra fora que ainda está congestionando o nariz e irritando com uma tosse noturna. Vamos ver se dá pra tratar a base de fitoterápico. Enquanto isso, ele segue no agito de sempre. Anda falando pelos cotovelos. Ontem, no caminho de Olinda onde fui visitar minha irmã, ele não parou a boca. Pense!!! É filho de Raphaela mesmo.
Anda expansivo e menos acabrunhado pra falar com as pessoas. Adora bater perna na casa dos vizinhos, principalmente no apartamento 103 onde mora a Thaís, sua melhor amiguinha. Por ele, mudava pra lá de mala e cuia tamanha é a afinidade. Acho ótima essa reta final dos 2 aninhos. Meu pequeno anda solto, comunicativo, esperto. Deu pra dar risada das próprias palhaçadas, principalmente quando tem pum no meio. Morre de rir e solta um que nojo! Coisas que aprende com os primos. Uma figura. Vamos ver o que os 3 anos traz de novidade.
por RAPHAELA PIMENTEL * 11:39
[Sábado, Outubro 14, 2006]
Justiça social também se faz em casa
A infância, sem sombra de dúvida, é a melhor fase da vida. Não só pelo fato da única preocupação ser as brincadeiras e a responsabilidade não atormentar tanto como na fase adulta. Mas, principalmente, pela pureza e inocência em que é vivida. Na atual idade de Igor então, esses valores são mais aguçados. Para ele, graças a Deus, não existe diferença de cor, sexo, status social nem muito menos religião. O que vale é brincar seja com negro, branco, meninos, meninas, ricos ou pobres.
Hoje Igor me deu muito orgulho. Levamos o pequeno para um parquinho que fica na beira mar de Boa Viagem. Lá há balanços, escorrega e obstáculos que ele adora. Tudo de pedra. Logo fez dois novos amigos. Matheus e Elisabeth. Dois irmãos entre seis e oito anos, que moram perto do local, em uma comunidade do Pina. Bastante a vontade com os novos amigos, Igor se esbaldou e, por ser bem menor, ganhou a atenção e o cuidado dos dois maiores.
Os três pareciam que se conheciam há anos. Elisabeth e Matheus abraçavam, beijavam Igor, brincavam e cantavam as músicas que ele puxava. O pequeno, por sua vez, chamava os dois para subir no escorrego ou ir ao balanço. Corria de mão dada ora com Elisabeth, ora com Matheus sem o mínimo de preconceito. Muito pelo contrário. Chegou a choramingar quando os dois tiveram que ir embora e gritou, sem conseguir ser ouvido pelos novos amigos: Tchau Matheuuuuusssssss....
É assim mesmo que a gente quer que ele cresça. Sem distinguir, sem preconceitos. Livre para interagir, conhecer. Porque a família cresceu sabendo que desse mundo a gente só leva os sentimentos.
por JOSE GUSTAVO SILVA * 19:34
[Quarta-feira, Outubro 11, 2006]
Tempo, tempo, mano velho...
Como o tempo passa rápido. Na próxima semana, eu e o Gu vamos fazer 9 anos de casados. Putz... é muito tempo mesmo. Mas nem parece. E quem nos conhece, não diz. E que venham outros tantos anos pra gente contar história e lembrar das fases vividas. Pra comemorar, quero um dia bem parecido com os tempos do namoro. Tipo cinema, crepe, vinho, etc e tal. Acho que vai ser muito gostoso.
Tirando uma gripe que está acabando comigo, todo o resto vai bem. Igor também pegou a dita cuja e agora anda numa tosse danada. Há de ser passageira. Conciliar corpo mole, muito trabalho, ser esposa e dar conta da energia do pequeno é que tem embolado o meio de campo. Estou bastante cansada e sem disposição.
A bronca vai ser amanhã, dias das Crianças, quando eu trabalho normalmente. Como não vou ter babá, preciso ficar com o Igor na parte da tarde. Acho que vamos ao parque. Também comprei de presente um kit de blocos de madeira que vem numa caixa com tinta e pincel. Hoje vou providenciar mais pincéis pra poder brincar com o pequeno. E também papel madeira pra não fazer muita melequeira.
Ele com certeza vai adorar a farra da pintura com os pais. Como ele tem curtido o tempo em que estamos todos juntos... nas refeições, nas horas do almoço em casa, quando a gente chega do trabalho... tem demonstrado muito carinho. Abraça, beija, dá apertão no rosto. É uma graça. Mas também reclama que é uma beleza quando a gente parte pra fazer outra coisa que não seja com ele. Pense!
Ando as voltas com o que fazer no aniversário de 3 anos dele. Não sei mesmo. A única certeza é de que a grana vai ser curta pra mega-produções. A lista de convidados, pelas minhas contas, prevê uns 60 adultos e 35 crianças. Quem tiver alguma dica bacana por aqui, vá me alimentado. Penso em fazer do tema ¿Carros¿, o filme que ele gostou demais.
por RAPHAELA PIMENTEL * 16:41