Igor Aguaçã



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Lilypie 3rd Birthday Ticker

[Segunda-feira, Julho 31, 2006]

Vento, ventania

Sabe quando o mundo fica preto e branco? Da última vez que senti isso, o meu Guga ficou 40 dias num hospital. Agora, passados 4 anos, volto a sentir a mesma angústia, o mesmo nó na garganta. Tudo começou no dia 14 de julho, depois de uma queda em casa, quando painho caiu sem se proteger, resultado de umas doses a mais de uísque e um porcelanato escorregadio. O resultado disso foi um traumatismo craniano encefálico, com um edema cerebral. Foram 3 dias de UTI, mais 7 dias num quarto de hospital. Quando tudo começa a clarear, ele tem alta e um dia depois piora. Mais 4 dias na UTI e agora, como ele mesmo diz, será uma longa caminhada. Nos primeiro dias, por conta de medicamentos para controlar convulsões, ele ficou muito grogue e parecia não falar coisa com coisa. Hoje ele parece estar com duas doses a mais de uísque na cabeça, estilo o boêmio Humpherey Bogat, do filme Casablanca. Os colegas dele, neurologistas, dizem que a medida que o edema for diminuindo, ele irá recobrar tudo, a memória recente. Fico fazendo uns testes:
- Painho, quem escreveu São trinta copos de chopp, são trinta homens sentados, trezentos desejos presos, trinta mil sonhos frustrados?
- Carlos Pena Filho, né Raphaela?
E daí eu saio perguntando sobre literatura, atualidades, política, trechos de música e ele vai se saindo muito bem. É como se a memória passada não tivesse sido atingida. Agora, se perguntar se é manhã ou tarde, se um exame foi feito hoje ou ontem, ele vacila. Eu espero que tudo volte ao normal.

Painho é a figura com mais conhecimento geral que eu tenho a oportunidade de conviver. É a minha grande referência. Sou grata por gostar de Chico Buarque, Elizeth Cardoso, Billie Holiday, Vinícius. Por ler Ruy Castro, Umberto Eco, Isabel Allende, Dostoievski, Gabriel Garcia Marquez. Me deu força para fazer viagens maravilhosas. Sem falar que é um puta de um pai carinhoso, dedicado, presente, daqueles que me levava frutas no meio da tarde numa sacolinha de papel, que enchia o carro de amigas no final de semana para pegar onda a 80 quilômetros da cidade, que me esperava aos sábados na porta do cursinho de redação pra eu não ter que me deslocar sozinha pra casa, que me buscava e me levava da escola, do coral, do inglês. Muito do meu lado mãe, aprendi com ele. Por isso a monocromia dos últimos dias, a tristeza, a sensação de estar só mesmo com os meus outros amores ao meu lado, o nó na garganta. Mas, em linguagem surfística, o vento sudeste vai soprar e o bom swell vai me trazer excelentes ondas. Já está trazendo.


por RAPHAELA PIMENTEL * 16:13

[Quarta-feira, Julho 19, 2006]

Turbulência

Vou ficar um tempo fora do circuito. Meu pai sofreu um acidente e está hospitalizado desde a última sexta-feira, com um traumatismo craniano. Tô sem clima, sem inspiração, sem cabeça pra render uma linha. Minha rotina está meio castigada e quando chego no trabalho sobra pouco tempo pra fazer visitas aos blogs amigos. Rezem aí. Beijo!

por RAPHAELA PIMENTEL * 17:02

[Quinta-feira, Julho 06, 2006]

Um dia de sábado qualquer...


Café da manhã regional


Bate-bola com papai


Onde está Igor?


Almoço na casa de dodoinho e vó Jô

por RAPHAELA PIMENTEL * 11:15

[Quarta-feira, Julho 05, 2006]

Carros, o filme.

Esta não foi a primeira vez que levamos Igor ao cinema. Eu mesmo já tinha escrito antes sobre a tal experiência. Não vou repetir nada neste post. Mas alguns fatos são impossíveis de não serem revelados. 1. Normal: Igor assustou-se com a altura do som na sala de projeção. 2. Os traillers são em número exagerado para quem é tão pequeno e ainda não tem tanta intimidade com os cinemas, afinal, Igor é acostumado nos dvd´s onde a tecla menu leva direto ao que interessa. 3. antes de quinto trailler eu já estava a fim de levar o pequeno para fora da sala em um fantástico e rotineiro passeio - que ele adora - pelos corredores do shopping. 4. Finalmente inicia-se o filme. Pronto, tudo muda.

A película trás uma aventura bastante envolvente, independente de idade e sexo. Aí meu coração derreteu, pois vi nos olhos de Igor a vibração e o entusiasmo pelo filme. Poderia dizer que é natural para um pequeno de apenas dois anos e meio vidrado em carros. Mas os olhos dele diziam mais. Igor é alucinado por velocidade, pista... quando eu ou Rapha estamos dirigindo ele fala: Vai papai/mamãe, dirigeeeeeeeee... sai da frente caminhãoooooooo, ônibussss, sai da frenteeeeeeeee...

No filme, Igor não conseguia falar. Apenas olhava com olhos bem abertos a toda velocidade imposta por Relâmpago McQueen em busca da tão sonhada Copa do Pistão. Toda a adrenalina das pistas só parou a envolver Igor depois dos 45 minutos de filme. Aí, até eu dei razão ao pequeno. O filme cai bastante de ritmo, entra a fase de namorinho dos carros, que nada envolve os pequenos. Neste momento, ele tratou de correr pela sala e me levando como um peru tonto e agachado para não atrapalhar as poucas pessoas que assistiam ao filme.

O envolvimento retornou já na fase final, quando a adrenalina das pistas retorna à trama. Aí, quietinho, Igor ficou no colo de Rapha, com os olhos arregalados para não perder um só segundo. Ao final, saímos os três satisfeitos. Já eram quase 23h, o shopping fechado e Igor esperto demais. Dormiu falando no filme em casa, acordou falando que foi ao cinema assistir Carros e, como toda boa dica, eu comprei o álbum de figurinhas que ele tá adorando.

Com um pouco de paciência eu indico a todos (as) a levarem suas crianças. E, se possível, retornem depois, sozinhos, para assistir novamente. Ou então, façam como eu que vou esperar sair em dvd para comprar. Também adoro velocidade!!


por JOSE GUSTAVO SILVA * 22:34

[Sábado, Julho 01, 2006]

Te vejo na Marim guerreira dos Caetés... Olinda

Fim dos brazucas na Copa. Por aqui, o único que ficou feliz foi Igor que se livrou dos fogos. Ele não gosta nenhum pouco. Agora estamos curtindo a ressaca nesse final de sábado. Os primos Pedro e João estão na área, bagunçando com o pequeno. Desde hoje que jogam futebol e brincam de carro no corredor do prédio. Aproveitei pra botar roupa pra lavar e dar uma geralzinha na casa que tava um deus nos acuda.

Ontem saí com o Gu num aniversário de um amigo nosso. Foi bem bacana, uma volta pelo túnel do tempo. Os presentes eram figuras carimbadas das cenas musical e cinematográfica entres as décadas de 80 e 90 e que até hoje se acham o máximo. Aquelas garotinhas alternativas, que começaram a faculdade agora, no mínimo na área de Comunicação, e acham que podem com tudo e ficam que nem mosca de padaria. Tu conhece essa galera, né Ju de Mari??? Eu me diverti porque foi um revival. Saímos de lá depois de ouvir muito papo-cabeça e seguimos pra matar um hambúrguer, bem no estilo das farras de outrora.

Aliás, de sexta-feira pra cá estou matando algumas saudades. Aproveitamos para conhecer um parque novo inaugurado essa semana no sítio histórico de Olinda. O parque tem brinquedos de madeira maciça, um laguinho com pontes e uma pista de cooper. Tem um coreto e muitos bancos pra contemplar a belíssima vista da cidade alta. Muita coisa ainda está em fase de acabamento. Fica lá no bairro do Carmo, aos pés da Igreja do Convento de Santo Antônio do Carmo de 1588. Daí que você associa diversão e cultura porque ninguém resiste estar lá em cima e não dá uma volta pelas ladeiras da cidade. Como a manhã estava muito quente, a gente passeou de carro e não deu pra matar a saudade de verdade, dos tempos em que eu era estudante do Colégio de São Bento de Olinda. Mas vamos voltar pra curtir um roteiro bem bacana, com direito a tapioca na Sé. Tenho certeza que Igor vai adorar. Vai gostar mais ainda quando estiver mais sabidinho pra ouvir minhas aventuras pelo sítio histórico, a casa onde a gente morou, por onde eu andava entre os meus 03 e 20 anos, do início do romance dos pais em pleno Carnaval por lá, etc.

Agora a expectativa é para levar o pequeno ao cinema pra assistir Carros. Se depender da paixão por tudo o que tem rodas, vai ser um programão.



por RAPHAELA PIMENTEL * 21:41

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