Igor Aguaçã

Garoto de praia, malandrinho e cheio de manha. Pernambucano de Recife, do signo de capricórnio, nascido em 24/12/2003 - um super-presente de Papai Noel. Filho de José Gustavo, 35 anos, jornalista, baterista e torcedor do Santa Cruz; e de Raphaela, 29 anos, jornalista e surfista aposentada, pronta pra voltar pra dentro d´água. Agora com espaço para divulgar fotos e traquinagens



Comments: Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006

E tome chantagem emocional

É na hora da chegada na escola que o bicho pega. É claro que o Igor quer conciliar os pais com a escola, mas já que não é possível, rola uma chatagem básica logo cedo. Tipo, chega na salinha e já gruda na gente. A professora pede pra eu dizer que vou trabalhar e volto pra apanhá-lo e pede pra gente sair. Pense que é de morrer!!!!!! Ele tem a sensação que a gente tá abandonando. Eu saio triste, mortinha da silva. Fico por ali e quando vou bisbilhotar em 5 minutos, o danado já tá virado pela escola. Resumo: é chantagem, pura chantagem emocional. A Tia Lu já disse que isso é normalíssimo e que besta somos nós que caímos na conversa desses pirralhos.

Ah sim, detalhe nessa primeira semana. Não é que o Igor já mudou de sala??? Seguindo o feeling dele, que só queria estar na outra turminha do maternal, pedimos pra coordenação trocá-lo de turma. E foi uma decisão pra lá de acertada. Ele melhorou muito e gosta demais da professora nova, a Tia Lu, que é daquelas muito atenciosa.

Sobre as atividades, é uma novidade a cada dia. Teve um teatro de fantoches na última sexta-feira que foi bem bacana, segundo uma mãe que ainda habita a escola. Na próxima semana temos o carnaval e eu, festeira, já fui convocada pela psicóloga pra ajudar na organização. É que os alunos vão sair num desfile pelas ruas do bairro, na troça carnavalesca da escola, com orquestra, segurança, carro de apoio com água, banho de neblina e eu tô cuidando da parte do policiamento de trânsito com motoqueiros pra seguir o cortejo. Vai ser gréa muita!!!!!!!!


Igor e Thaís no primeiro dia de aula


Na salinha, lanchando com a colega e pretendente, Heloísa

postado por: RAPHAELA PIMENTEL 10:50


Comments: Terça-feira, Fevereiro 07, 2006

A escola - Essa grande descoberta

Estamos um pouco atrasados pra contar como foram os primeiros dias do pequeno Igor na escola. Seria impossível não escrever a quatro mãos. É que eu e Rapha tivemos momentos distintos nesses dias de adaptação do nosso pequeno em sua fase nova. Portanto, vamos por partes. ah, as fotos! bom tiramos várias e vamos publicando aos poucos, portanto, não deixem de visitar o blog que terá novidades... :)

O primeiro dia - A ansiedade, claro, era toda nossa. Igor dormia tranqüilo e nem imaginava o que estava por vir. Nós não! Tínhamos comprado a farda, feito a sua malinha, gravado o nome nas toalhas, colocado papel contacto com seu nome em todos os objetos de higiene pessoal. Quando o dia amanheceu, pulamos da cama. Tá na hora da escola, tá na hora da escola, falei constantemente imitando o peixinho Nemo para acordar Igor. Ele abriu os olhos sorridente. O dia começou agitado. Até a Thaís, coleguinha do Igor do prédio, veio tomar banho em nosso banheiro porque um morcego habitava o seu lavado. Nos
aprontamos, rolou seção de fotos ainda no prédio, e fomos todos orgulhosos para a escola a pé.

A primeira cena: pais e mães de primeira viagem, crianças brincando no pátio, professoras e auxiliares todas sorrisos. Ele está estudando em uma unidade exclusiva para educação infantil. O engraçado é que quando avistou a escola, Igor largou a gente e se mandou para o parquinho. Brincou, se esbaldou na areia, foi pra classe, sentou na mesinha com os coleguinhas, lanchou, voltou para o parquinho e tudo devidamente acompanhado por nós que, enlouquecidos, e com sorrisos estampados não parávamos de tirar fotos. Esse primeiro dia, uma quarta-feira (01/02), o horário foi curto e por volta das 9h30 já estávamos voltando para casa.

A adaptação - O segundo dia foi o pior no processo de adaptação dele. Na verdade, Igor adorou a escola. Quando chega em frente, abre um largo sorriso, e diz: escola, escola, escola!!!! e corre disparado para o parquinho. Na quinta e na sexta fiquei sozinho com ele, já que Rapha teve que trabalhar. Depois de brincar muito no parquinho chegou a hora de entrar na sala. Aí veio o problema. A salinha é em frente ao parque. O óbvio ululante: Igor quis fugir pro parque todo o tempo. O choro virou constante. Entrei na sala, fiquei junto com outras mães (só eu de pai, vale salientar) e dei todo o suporte necessário para que ele ficasse mais seguro e confortável. A professora alertou que era importante ele não chorar dentro da sala para não traumatizar.

A sexta-feira chegou e a professora deu logo o seu recado: se vocês tiveram alguém para ficar com ele aqui (uma babá ou uma avó) seria melhor para sua adaptação, pois notei que ele é muito grudado em vocês. Pensamos em levar a babá já na segunda-feira, mas o próprio Igor tratou de desmentir a professora, que ficou com a cara no chão. Não é que ele comportou-se como um lorde dentro da escola??? Brincou, participou de todas as atividades, dentro e fora da classe, e só chorou uma única vez, rapidinho, porque queria sair da sala.

Quando livrou-se foi só alegria. A sexta-feira foi o melhor dia dos três. Tanto que fiquei bastante afastado, quase fora da escola e bem longe do seu alcance. Igor nem pediu a minha presença. Como eles se adaptam rapidamente!!!

Relato de mãe - Eu, que com minha consciência pesada já que tinha ido à escola apenas no primeiro dia de aula, larguei tudo e todos ontem e segui com o meu pequeno para o seu quarto-dia nessa super-hiper-interessante etapa da vida. A cena na porta de escola é sempre a mesma: sorrisão do Igor e abre, abre a porta!!!! Deixei o pequeno brincando no parquinho e fui pro lugar onde os pais ficam guardados. É sempre a mesma rotina. Eles chegam na escola e ficam brincando no parquinho. O dia-a-dia é preenchido com uma atividade coletiva, o que a coordenação chama de bom dia. Logo após o bom dia, cada turminha segue para a sua salinha, que dispõem de jardim, banheiro, brinquedos.

A professora e a auxiliar, que é um anjo de pessoa e minha forte aliada, reservam várias atividades entre eles, tipo brincadeira com massinha de modelar, dança, pintura, desenho, teatrinho, etc. O lanche chega na portinha e lá vão todos lavar as mãos. O engraçado é que agora na hora do lanche eles ficam sentadinhos, coisa que eu achava impossível até dias atrás. Tem a hora do recreio e lá vão eles para o parquinho novamente. Fiquei escondida vendo o Igor passeando pela escola. Ele vai pelas outras salas observar as crianças, passa pela cozinha experimental, joga futebol na área coletiva, tipo desbravando mesmo o novo mundo que está descobrindo. E rola filme, brincadeiras, teatrinho. Tudo colorido, muitas crianças e pessoas com vocação pra cuidar deles, com muito respeito e carinho. É porque deve ser punk esse início na educação infantil. Os professores tendo que administrar ansiedade de pais e filhos.

Alguns da salinha do Igor ainda choram e os pais estão no entorno pra não traumatizar essa primeira fase. A psicóloga falou que passada essa adaptação, até a sensação de abandono é importante porque eles vão percebendo que nós, pais, sempre retornamos. Sobre o comportamento do Igor nessa segunda semana, eu e o Gu somos só orgulho. Ele se tornou mais acessível. O pequeno em questão tem uma característica forte: é arisco e a conquista é devagar. Não adianta querer pegar e fazer gracinha porque ele dá logo um chega pra lá. A professora, que não é boba, sacou e o deixou bem à vontade.

Hoje o Igor ficou sozinho na escola e nós ficamos com o coração do tamanho de um grão de feijão. Liguei pra lá às 10h e a tia falou que ele estava ótimo. O Gu foi apanhá-lo e lá vem o pequeno de banho tomado, penteado, cheiroso e tudo mais. Obs: quando a auxiliar disse Vamos tomar banho?, ele pegou a bolsa do ursinho Pooh e seguiu até o banheiro. Agora diga se não é pra transbordar de orgulho??? A tia já é chamada pelo nome por ele, que diz também onde estuda. Um fôfo!!!!!!! Final das contas, o Igor tem curtido horrores essa nova etapa. A decisão da gente foi pra lá de acertada na escolha da escola e a hora tinha que ser agora, aos 2 anos, quando ele já está mais maduro e independente. Mais independente do que nós imaginávamos... Por aqui, somos só felicidade.

postado por: JOSE GUSTAVO SILVA 23:03





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